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quinta-feira, 29 de abril de 2010

.dia normal

Mais um dia cinza em Curitiba, um dia normal como tantos outros. Um pouco de frio, uma blusa de lã, casaco, guarda chuva. Tudo pronto às 9h da manhã pra mais um dia de trabalho (detalhe que eu entro 8:30h). Saio de casa com aquele sol que não aquece nada e aquele frio cortando o rosto (típico desta cidade). No caminho entre a minha casa e a Praça da Espanha sempre vejo as pessoas pela rua e começo a notar alguma coisa nelas. Elas passam por mim e sempre tento imaginar se elas estão felizes, quais são suas angústias, onde trabalham. Às vezes coisas superficiais e em outras mais sérias. Às vezes me sinto melhor do que elas e em outras pior. Quando estou feliz olho as pessoas e queria que elas soubessem o quanto é grande este momento, porém quando estou triste tenho inveja das pessoas que passam sorrindo como se tivessem em êxtase de felicidade. Em uma caminhada que leva em torno de 15 minutos me sinto tão perto destas pessoas mesmo sem conhecê-las. A simples observação de como é o ritmo, a expressão facial, a roupa e até mesmo o físico me fazem tirar conclusões de como essas pessoas vivem e o que sentem. Isto me proporciona várias sensações que elas nunca imaginariam. Uma mania que acabou virando diversão sem eu ter notado. Um ótimo exercício de autoconhecimento em uma simples caminhada. E isto me faz ter algum tipo de relação com estas pessoas. A minha dúvida é se ao mesmo tempo em que eu faço isso estas pessoas também não fazem olhando para mim. Será que eu transmito o que realmente quero transmitir? Será que somos transparentes em nossos sentimentos quando não estamos sendo questionados? E alguém mais faz isso ou é um simples devaneio da minha cabeça? Isso também não importa, o que interessa é que eu vou continuar observando as pessoas!